Desatino

agosto 28, 2008

Desatino.

Ficaste nua, eu te cobri de amor,
depois sumi no abismo incandescente,
e misturei o fruto com a flor
fixando o infinito no indecente.

Entramos no universo do impudor
girando no astrolábio entorpecente,
e libertamos lágrimas da cor
difusa do prazer louco da gente.

A bússola algemada do desejo
mostrava a ampulheta carmesim
no vértice magnético dos beijos,

e eu lia o teu olhar dizendo assim:
“__Me mata de prazer e de desejo,
despeja o teu amor dentro de mim”

Michel H. Baruki

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