UMA AVE NO CÉU… UMA FLOR NO JARDIM

Palavras leva-as o vento, ao sabor da seara…
porém há as que ficam gravadas, no nosso
coração, para todo o sempre.
No esplendor do jardim, entre urzes, sândalos,
recordações, feitas de ensinamento, fazem de
nós pessoas mais completas, pois se guardamos,
o que é de bom guardar, também libertamos
o amor, que foi nosso, enquanto aqui reinou.

Tal como brisa ou vento, na copa das árvores,
seguindo seu procedimento normal, ou a acalmia,
que sentimentos bons, nos traz, tudo isso é
regido pela natureza, assim nós, filhos dilectos…
que têm de aprender, que tudo que nasce e morre,
num ciclo invariável, trazendo tristeza às folhas,
que, em solidariedade, se vão espalhando pelo chão,
apenas morre para os olhos, que o demais é connosco.

Quanta estrela nos guarda à noite… quantas as aves,
poisando junto a nós, parecem segredo dirigir-nos…
sendo agnóstico, acredito, que são os que partiram,
tentando saber de nós, fazendo-se linda lembrança…
e que devemos colher, como flor brotando do chão…
que, depois de fenecer, ainda guarda a beleza ida,
e, sem esmorecer, à chuva e ao vento permanecerá,
que, de nosso amor, regressará, pois não existe olvido.

Assim, chegando a morte, é apenas e só a carne que
deixa de existir… tudo o mais, o carinho, o afecto, o
amor, prosseguirá sua demanda, através da família…
em cada gesto tido, em cada palavra dita, preservando
a sua existência, com todo o respeito e dignificante
honra, fruto de seu ensinamento, para com cada um de
nós… por isso, devemos deixar partir, quem agora se foi,
numa liberdade plena, força conjunta, de ambas as partes.

Se assim não for o sofrimento colherá tudo o que é graça,
em cada um de nós… não há liberdade que resista, e,
vendo bem as coisas, egoístas nos tornamos, pois só pensamos
em nós e na nossa tristeza. Deixemos partir em paz, quem
já não se encontra em presença física, entre nossas pessoas,
mas que espera, que a recordemos em felicidade, levando sua
palavra, a quem dela necessita, fruto de seu conhecimento,
relegado em nós… nisto bate em uníssono os corações.

Jorge Humberto

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Erros e acertos

dezembro 5, 2008

Erros e acertos

Sei que o sentimento está associado ao coração, mas sentimento, não sabemos bem onde ele se aloja em nosso corpo, se no cérebro ou no pescoço, ou por todo ele, ou em lugar nenhum.
No cérebro sei que temos lembranças, tem uma partezinha lá pra armazenarmos isso, agora onde fica essa po… que faz a gente sorver em lágrimas tem hora.
Acho que o nosso senso de comparação anda muito aflorado, pelo menos o meu está.
Mas deixo a vida me levar, há coisas na vida que só o tempo conserta, não adianta forçarmos a barra, a paciência é uma das maiores virtudes no ser humano.
Peço a Deus todos os dias que me dê juntamente com uma boa dose de discernimento, para analisar de tudo que aprendi e apliquei, tudo que errei e arrependi, e tudo que acertei e segui em frente, buscando novos desafios, e vendo que era nos erros que passei a acertar.
Nossa vida é igual aos lances livres de uma partida de basquete, devido a pressão do dia a dia as vezes acertamos, outras não, somos passíveis de erros e acertos, por isso que existe o lápis e a borracha.
É um continuo aprendizado, ao qual acreditamos ser nosso crescimento espiritual.

Roberto F Storti
Publicado no Recanto das Letras em 29/10/2008
Código do texto: T1253946

A vida ensina

dezembro 5, 2008

A vida ensina
Adelson Gonçalves

A vida das coisas simples mas belas
do mundo de manhãs sem cortinas
onde portas e janelas sempre abertas
saúdam o sol sem falsidade e mentiras.

Da luz que se vê no alto das montanhas
e da água que escorre pelos telhados,
da lua que cruza o céu e alcança entranhas
deixando o sol renascer, secando o orvalho.

A vida ensina…
sem livros, com pequenas verdades
quando todos vêem o mundo feio e roto
e nuvens amareladas mostrando a idade
enegrecendo os olhos que enxergam tão pouco.

O dorso da vida endurece s rugas
ensina em cada linha marcada do corpo
enquanto os olhos vertem as cores das lutas
travadas debaixo de diferentes gotas de chuva.

Os punhos se cerram e aprendem quando há luz
que a grama nem é negra como parece
que a estrela no céu pode ser rosa ou azul
quando não se falsifica o sentido interior
enquanto o escaravelho grita no escuro
que predomina o verde na verdade que não se oculta.

Raízes

dezembro 4, 2008

Raízes
Vanda Baldessin

Quando as raízes estiverem fortalecidas
fixa o olhar no horizonte e chama meu nome
com o alvorecer do teu olhar.

No afago das tuas mãos, a Eternidade

Sem perceber
tu me dás o canto do silêncio
velando minha alma
numa veloz caminhada.

É tua maneira de entoar
com os cristais das tuas mãos
o hino de louvor que aquece
trazendo também raios do sol.

Bailam nos teus dedos
as pétalas mais suaves
das primaveras exuberantes.

Tuas mãos descrevem…
o mar de tranquilidade que afaga
minha matéria, minha alma.

Ademir Ribeiro da Silva

Silêncio

dezembro 3, 2008

SILÊNCIO
Sheila Belchior

Havia uma luz que se fazia noite
uma escuridão tão profunda
que ajeitava minha alma no silêncio.

Um silêncio que perturbava e me feria
trazia o gosto da saudade
o amargo do vazio.

Contrariando meus sonhos
a luz não se distanciava
continuava em mim, a magoar
sem se importar com o nada
que restava dentro de mim.

Vem

dezembro 3, 2008

Vem
Valdir Leitão

Se tu me desses tua mão
e me deixasses sussurrar ao teu ouvido,
tocaria os teus lábios com a língua
respirava no teu corpo e esperava
para me deitar e fundir em ti,
completo.