Esta canção

Julho 7, 2009

Esta Canção
Ademir Ribeiro da Silva

Esta é a canção do meu amor falho
do amor que me guia e me leva
por caminhos antes desconhecidos

do sentimento que me dá a liberdade
o tempo de palavras soltas, em fuga
um horizonte onde eu rezo e me inspiro;

o canto dos meus pensamentos ordenados
eu e o teu sorriso, em plena comunhão
numa catedral, fechada a sete portas.

O som é da minha existência sem questões
repleto da única riqueza que é teu ser
quando eu conto e reconto com letras cegas
a luz do teu olhar, que não quero esquecer.

Te ofereço uma flor

Julho 7, 2009

Te ofereço uma flor
Laura Passos

Uma flor de amor
de primavera
com cores de promessa
de vida e renascimento
eu te oferto.

Uma flor colhida
na madrugada festiva
depois do rigoroso inverno
entre violetas e margaridas.

Em cada pétala uma jura
mas não de perfeição
pois cada flor tem seus espinhos
bem como a cor especial
de cada nova estação.

Ângulos perfeitos

Julho 7, 2009

Ângulos Perfeitos
Adilson Cordeiro

Ângulos perfeitos
de flores e folhas
numa areia escaldante
repleta de amores.

O início do mundo

Julho 7, 2009

O início do mundo
Monica Regina Ventura

O mar me olha
calmo, sereno
sem cheiro de ondas
sem o lamento da maresia.

O infinito toca minha alma
onde a cor é do puro azul
do vento brando que acaricia
o silêncio do meu interior.

O eco vem de dentro de mim
onde a paz encobre a escuridão
com o manto amarelo do horizonte
feito de lembranças, centelhas.

Só eu sei

Julho 7, 2009

Só eu Sei
Joana Pompeu

Só eu sei porque continuo
a soltar minhas palavras
com pedaços da minha alma
sentidos ainda despertos.

Grito à brisa os aromas
e as emoções dos sonhos
que assolam pensamentos
e transportam o meu peito.

Na minha boca morre a magia
dos beijos ao pôr do sol
enquanto desenho um tracejado
nas páginas brancas deste livro.

Choro e sorrio num contínuo desejar
solto os pedaços da minha vida
almejando que uma rajada de vento
entregue a alguém que possa me amar,

Quando partiste

Julho 7, 2009

QUANDO PARTISTE
Luiza França

Quando partiste e ao longe sumiste
Costas voltadas ao meu sofrimento
Parada fiquei, perdida no vento
Entre um alento alegre e triste

Nada ao tempo por certo resiste
Inda que seja um real sentimento
Torna-se o doce o mais puro tormento
Enquanto n’alma o pranto persiste

Fui tua dama, leal companheira
Fui tua amante nas noites mais quentes
Hoje apenas sou triste prisioneira

Destas lembranças que trago de ti
Foste meu vinho e minh’água ardente
Hoje és somente estilhaços em mim.

Fazendo teu caminho

Julho 7, 2009

Fazendo teu caminho
Iára Pacini

A luz turva da lua
Reflete seminua
Diáfana imagem
Entorpece sentimentos
Aflorados pelo universo
Ausência de essência
Sem ser matutina
A mão seduz meu rosto
Em ondas derrama
Espumas brancas
Transparentes cristalinas
Estrelas em noite escura.

Sol sou tua
Feiticeira enamorada
Sem neblina
Salpico flores
Ave de teu ninho
Sem cercar o caminho
Devagarzinho alumia
Livre das amarras
Sou pedra luz de certo
Fazendo teu caminho

Espelho de kepha

Julho 7, 2009

Espelho de Kepha
Milamarian

Lábios de Credo de rara beleza
nas curvas do ventre em sorriso
tu, telheiro de vida onde eu vivo
guardaste incensos da tua aldeia.

De segredos aspirados das manhãs
em rendas e almofadas repousaste
tua na minha vida em finas gazes
de carne_sangue, tesouro_talismã.

O teu olhar de espelho de José
engasta com firmeza no concreto
a pedra afeiçoada da Santa Sé,

firme rocha p’la qual a minha face
queda-se, enquanto no teu destro
a mescla é de sangues em trindade.

Quando tudo é sagrado

Julho 7, 2009

Quando tudo é sagrado
Osmar Dias Silveira

Há a luz e a transparência
numa estrada florida ou não
num canto escuro ou na clareira
quando o pulsar é da emoção.

Há a glória de sentir a liberdade
e o compasso de ti, mulher nua
jovial e sorridente, vestida de jade
trazendo no corpo, a luz da lua.

No meu peito quando tudo é sagrado
a imagem tão sublime e desejada
derruba muros, sustenta o meu fado
faz da minha alma, a única morada.

Quase tudo passa

Julho 7, 2009

Quase tudo passa
Sheila Belchior

Passam pessoas,
relações vazias
momentos fracos
decepções e ilusões
a dor de te procurar
e o desejo de te amar
passa e te deixo seguir
num voo livre
quando não posso partir.

Passa a hora forte
sem eu mesmo sentir
passa tudo que é passado
até mesmo o que eu pensei
que fosse eterno,
vejo agora ruir.

Passa o vento
flores e estações…
quase tudo passa
só não passa a lágrima
a dor de saber
que existe um fim.

Fênix

Julho 7, 2009

Fênix
Abel F.Acerra

Hoje és tu a minha oração
o pássaro liberto a voar
na minha prece de emoção.

Fênix que sobrevoa o pó
o barro se torna azul
ao sentir tua força e presença.

Caracter que não se queima
emana incensos diferentes
na roda de fogo e alegria.

Fênix de asas azul-petróleo
cruzando a linha do horizonte
como estrela da manhã, a primeira!

Persistente atravessa o campo
trazendo no peito o dever cumprido
a garra de estar livre das grilhetas.

Hoje quero estar bem além
num absurdo de felicidade
expressando o Divino Nome.

Minha mãe

Julho 7, 2009

Minha Mãe
Fátima Mello[fofinha]

Mais um mais dois
mais muitos dias nos afastam
Mas a saudade, a presença
sempre tão marcante,
tão presente…
Ainda é muito viva.
Há mãe que saudade!
aos anjos já implorei
por apenas mais uns minutos
de tua presença.
São tantas coisas a dizer,
tantas a aprender,
são tantos conselhos a pedir a discutir.
Queria por uma vez mais
deitar minha cabeça em teu colo
como tantas vezes o fiz,
e novamente ouvir teus sábios conselhos.
Mãe me sinto perdida,
houveram tantas mudanças,
muitas transformações.
Teus desejos mãe,
são presentes em meu corpo,
esguio e fraco.
E o pensamento ,
em tremendo rebuliço.
Mãe olha, me vê…
Me dá tua mão
e me reensina a viver…
Bagé, 8 de maio de 2009

Efêmero

Julho 7, 2009

Efêmero
Olivia Maffei

A efemeridade da vida
embarca no tempo
não demora,
sepulta
cicatrizes,
momentos

Fotografia

Julho 7, 2009

FOTOGRAFIA
Jorge Linhaça

Olho e não vejo as cores do retrato
esquecido na estante do tempo…
Minhas lembranças ( aos poucos) reato
e o passado nas brumas contemplo.

Sobre a mesinha repousa, de fato,
a captora de nossos momentos
a câmera antiga, o anfiteatro,
Que fotografou os meus sentimentos.

Rondo estrelas e, entre fios de seda,
( sou a lagarta neste meu casulo!)
Rogo ao tempo que a graça conceda

De minhas asas tornar multicor
Meu arco-íris é o que postulo
Neste retrato, em sépia, do amor

Era

Julho 7, 2009

Era
Lucia Morinaga

Era para te contar da minha razão
nesta terra de brancos sem face
onde os olhos brilham episódios
de cegueira plena na escuridão.

Era para te dizer como me doem
as entranhas que o tempo não esconde
quando ela no teu colo me causa tonturas
e a música é do silêncio das minhas mãos.

Destas mãos marcadas pelas horas
onde os traços não fluem sonhos
onde se esvai o rebolar deste agora
perdendo-se o ar num mar de solidão.

Pedaços de Vida

Julho 7, 2009

Pedaços de Vida
Marques Branquinho Jr.

O tempo passa numa corrida sem fim
levam os pedaços soltos da minha vida
esgarçando os lençóis de cetim desgastados
abrindo as portas onde só a dor ensina.

Cresce uma parede coberta de tinta vermelha
cobre os olhos, encarcerando o amanhecer
quando eu já sem lucidez só vejo sobre a mesa
as cartas lançadas sem chances de reverter.

Meus olhos esboçam a impressão doente
que em cada canto deste solitário lugar
se aninha o sarcasmo do mundo contente.
Eu juro! Na solidão eu posso escutar!

A tarde silenciosa cai e desprevenido me pega
sem respeitar esta temeridade que me domina
desorienta meus passos, trava a última janela
me aprisionando na derrota, na sua partida.

O lótus branco

Julho 7, 2009

O lótus branco
Zilda Minucci

Entram pelos olhos adentro
milhões de luzinhas transparentes
num dia bastante diferente.

Um dia grande à sombra de uma árvore
dia de primavera,
a menina, sentada na relva,
ouvia um murmúrio.

Ouvia atenta o som de flores
o bailado do vento,
a linguagem da terra.

Banhava-se de vida num instante
com o coração aberto
transformando o mundo em algo novo,
sem mesmo saber,
que pedras já não eram mais pedras
pois o som, que atenta ela ouvia
era a melodia
do lótus branco da sua vida.

Hoje quero falar de ti

Julho 7, 2009

Hoje quero falar de ti
Eliane Pompeu

Quero falar de amor, de ser feliz…
Em termos concretos,
do amor pleno e completo,
que se define e se mede
na força que Ele te deu,
Na decisão que você tomou,
na sua vontade de viver.

Não sabia

Julho 7, 2009

Não Sabia
Agostinho Viana

Não sabia
que o pensamento atravessaria
o deserto das incertezas
o fogo nas lacunas, nos vazios
a água das tormentas e dos ventos.

Não sabia que seria
a voz reduzida às cinzas
de um grito à beira do abismo
com reminiscências
numa paz interior quase extinta.

Não sabia que erguer os olhos
à tua ternura, ao teu afeto
à proximidade da tua boca
arderia no meu peito
como som aberto do caos.

Não sabia que tuas mãos de afago
queimariam rosas no silêncio
abatendo minha alma à distância
ao tocar e escrever nas pedras
a desmedida palavra adeus.

O Som

Julho 7, 2009

O Som
JoseCarlosIozzo

É uma canção que sonha
envolve e me toca
som de um amor… buscado
fala de um verso esquecido,
em algum lugar, no tempo perdido
e só em ti, encontrado.

Traz à mente a transparência
branda da inocência
das virgens sinuosidades
da tua alma de criança
e no brilho do meu olhar
é cúmplice deste amar.

A música é tua bendita poesia
farta de mel nas palavras
do teu róseo sorriso contente;
plena do teu interior diferente
que preenche minhas retinas
e completa toda a minha vida.