Do Poema ao amor
Julho 29, 2008
Do Poema ao Amor
(dos Santos)
Amor,
Dama tão pura
Suave, insegura, feliz e imatura
Que prende, não solta
Possui e desposa
Que fala de sentimentos
Férteis, tão tenros
Com prosas e juras
Entre promessas, sinceras e curtas
De um novo tempo
Com beijos, carícias e desejos
Intensos e constantes
Alegres e marcantes
Para uma esperança que não se cala
Vem e fala a alma
Preenchendo a tinta
Momentos de uma vida.
Sou guloso por ela
Julho 29, 2008
SOU GULOSO POR ELA
Jorge Linhaça
Foram meses
sem senti-la em meus lábios,
sem sentir seu sabor
a escorrer na minha boca,
sem poder morde-la de mansinho,
degusta-la, devora-la,
com a gula alucinada
de saudade e desejo.
Sem sentir seu triângulo quente
em minhas mãos;
em minha bôca faminta por ela.
Sem que ela escorreresse
seu sumo pelos meus dedos,
me lambuzando…
Fazendo-me soltar suspiros de prazer.
Ah, mas hoje telefonei…
pedi que ela viesse…QUENTE.
No nosso reencontro…meu olhar guloso…
levei-a para dentro..
Tomei-a em minhas mãos,
senti seu aroma provocante,
Delicadamente
levei minha boca a percorrer seu corpo,
desfrutando de cada momento
desse prazer saudoso.
Senti o seu sumo a escorrer-me na boca,
lambuzando minha barba.
Devorei-a, vorazmente, por inteiro:
Uma, Duas…OITO vezes…
até ficar por fim saciado …
QUE DELÍCIA !
Não vejo a hora de repetir a dose…
de telefonar novamente
e ordenar com ansiedade:
MANDA OUTRA PIZZA DE 4 QUEIJOS!
No meio da tempestade
Julho 29, 2008
No Meio da Tempestade
Osmar Dias Silveira
Nada que eu valha
e o mundo se desabba
nem mesmo em sonho
eu estava preparado.
Criadas as condições,
por estar de ti tão próximo
perdido como um animal acuado
como pássaro engaiolado.
Hoje, quero fugir para distante
na companhia da solidão
e corro da própria sombra…
corro sem nenhuma direção.
E ainda assim ela me persegue
como carne grudada aos ossos
como sangue fluindo na pele.
Perco o ponto de referência
o equilíbrio e a serenidade
não pondero, eu quero,
necessito da tua compaixão,
como se, a minha redenção.
Quero me sentir seguro novamente
neste momento em que sou crente
déspota da minha incompetência
apenas um grão de areia
perdido numa imensa duna
ao longo de uma praia deserta.
Girassol do tempo
Julho 29, 2008
GIRASSOL DO TEMPO
Milamarian
Formoso és tu que à luz do dia
gira na magia e brilho de teu rei
pétala de estrela tu és, bem sei
sorrindo e girando em sintonia.
Alma tua, girassol que brilha
passa pelas brumas suavemente
leva a minha à dele tão contente
e o olhar, ser-me-á em alegria.
Canta ao sol a voz do meu amor
neste sonho encaracolada à tua,
no teu abraço repleto de calor,
conta da semente que me deste
que ora dentro de mim, é sol e lua,
germinando em harmonia e prece.
O som da porta
Julho 29, 2008
O SOM DA PORTA
Marques Branquinho Jr
Sou mortal num andrajo cansado
fadigado e no desespero eu fraquejo
os pensamentos dormem disfarçados
no forçado riso, nas palavras que versejo.
Dentro do peito o coração embutido
gélido e solitário ressequido pela dor
nem mais dilata, pois o som tão dolorido
é da saudade, da avidez daquele amor.
O tempo voa e minha alma ainda chora
purgo a solidão que em mim só acumula
apago as luzes mas o som que me devora
é da porta para a rua cinquenta e quatro.
Chamas da vida
Julho 29, 2008
Chamas da Vida
Lucia Morinaga
escuridão
uma explosão de luz
uma chama balançando
no topo de uma vela
as sombras se desfazem
nas paredes
desaparecem…
a luz
traz um sinal
sussurros
risos
gemidos de prazer
retornam primaveras
silêncio
respiração pesada
a chama estremece
escuridão
Eu te juro, meu amor!
Julho 29, 2008
EU TE JURO, MEU AMOR!
Lucimara Penteado
Eu te juro meu amor mais abusado
Dias de sol, noites de lua em pecado
a ardência do meu corpo como templo
onde não haverá o espaço nem o tempo.
Minhas entranhas nas tuas concentradas
sob o brilho das estrelas não mais apagadas
e o canto dos segredos profundos e delicados
eu te entrego! Sem as angústias do passado!
Seguirei pela estrada com passos apressados
levando na poesia o meu verso mais enamorado
com braços bem abertos para te receber completo
e então me entregar aos teus desejos mais secretos.
A um passo
Julho 29, 2008
A um passo
Marly Meneghetti
Eu queria ser um Anjo
Ser um anjo pra te cuidar
um anjo pra te guardar…
um anjo pra te proteger…
Ultrapassar todas as barreiras…
e ser apenas um anjo.
Mas infelizmente não é permitido a um anjo,
amar uma única pessoa,
mas eu queria amar só a ti…
Mas o amor não pode ser exclusivo…
O amor deve ser extensivo…
Como posso ser um anjo?
Se um anjo não pode chorar
por uma única pessoa?
Seu pranto não pode ser exclusivo.
Que anjo eu posso ser?
Se eu quero apenas te amar…
Que amor eu poderei dar?
se quero amar somente a ti…
Com que olhos irão me ver?
se eu só tenho olhos pra ti…
Eu queria tanto ser um anjo…
Ter a pureza na face
a sabedoria no olhar….
e todo meu amor pra lhe ofertar
Poder te dar uma luz…
a hora que mais precisar
Saber sorrir sempre…
saber te confortar
saber te conquistar a cada dia…
E poder quebrar todas as regras celestiais…
Queria ser um anjo qualquer…
Um anjo comum…
e somente te amar…
Flash
Julho 29, 2008
Flash
Agostinho Viana
Vede em mim este vazio
invadido pelo enigma
daquele olhar macio
c’o azul mais aromático…
Estanca e poisa tua mão
recria espaços e amplia
a ardência da paixão
e a minha lei já desafia!
Retinas poisadas em fusão
num latente fogo e canto
a romper laços de ilusão
onde repousa o último pranto!
Amar com delicadeza
Julho 29, 2008
Amar com delicadeza
Alba Verano
Amar, sem se ferir nas ardentes lanças
que desbastam da alma toda pureza
se, se esconde a verdade que é pujança
para o contínuo vigor desta fortaleza.
Amar, sem se ferir nas lâminas afiadas
da turva visão ante tão pequenas falhas
ou o basto orgulho que encobre a clareza
de relevantes fatos, da verdadeira beleza.
Amar e sentir o fascínio de cada alvorada
observar que o chão não é de aço, é de palha
viver cada momento com brandura e calma
sentir a mão do outro, num afago à alma.
Miragem apenas
Julho 29, 2008
Miragem apenas
Pamela Viana
Belezas místicas
sonhos cativados
arco-íris que não finda…
um mundo de sonhos,
pensamentos enganados
O mundo não é este
é ódio que domina
inveja que mata
O futuro é sombrio
a paz para os mansos
a ignorância para o homem
olhares equivocados
mãos separadas
nada que põe fim ao ódio
tudo que rasga corações
dor e sofrimento
lágrimas…lamento
Sem Inspiração
Julho 16, 2008
SEM INSPIRAÇÃO
Guida Linhares
Ela se foi e me deixou sozinha
com a minha dor, a minha mágoa…
Nem desejou ouvir a voz do meu coração,
porque ele está se fechando vagarosamente,
cansado de tanto esperar o amor chegar.
Chega um momento em que tudo cessa…
as ilusões vão embora e nem acenam mais ao longe.
As quimeras partem em busca de outros corações…
e nos deixamos quedar no meio do caminho,
inertes, insones e vazios.
Nem mais raios de alegria pulsantes,
nem mais sonhos a serem materializados.
Nem mais a esperança de um novo amor,
porque dos antigos amores nada mais resta,
do que uma tênue linha fugidia no horizonte.
Na busca insana por um amor verdadeiro,
me deixei levar por caminhos insólitos,
e neles encontrei apenas a decepção…
e até mesmo a poesia minha grande amiga,
não me faz companhia, por me faltar a inspiração.
Noites do amar
Julho 8, 2008
Noites do amar
Guida Linhares
Deliciosas noites do amar,
em distantes e aguardados encontros
em que o êxtase do genuíno prazer
vem pela essência dos corpos em chamas
e das almas em ascensão.
Sei que vou te amar
nem que seja por um momento apenas,
por horas ou pelos dias afora.
Tão bom de se ouvir
e sonhar com tal quimera,
doce prenúncio de primavera.
Nas altas madrugadas em festa
corações dançam em rodopios
a música que vem das estrelas.
Assim a emotiva lua desperta,
prateando as noites do amar.
Pequenos versos para ti
Julho 8, 2008
PEQUENOS VERSOS PARA TI
Jorge Humberto
Por quem tocam os sinos a rebate,
repicando teu ser, tua assunção:
vou daqui, para qualquer parte,
levando-te comigo, em meu coração.
Senhora dos meus muitos encantos,
flor desfolhada de meu jardim,
escutai ao longe, os meus prantos,
vinde de lá de onde estás, para mim.
E caminhando formosa, a meu lado,
meu ser é agora sereno,
irradiando sorrisos sem ter pecado:
que nosso amor seja nos outros legado.
E este amor, de tão puro, nasceu para ser
fulgor, matiz radiante:
que é todo este nosso bem-querer,
de hoje, de ontem e doravante.
Quando a dor tem nome
Julho 8, 2008
QUANDO A DOR TEM NOME
Nanci Laurino
Hoje a dor tem nome!
Ela chama-se Saudade.
Dói fundo no peito.
A ausência vem premiada com ela.
Dói, machuca, invade, maltrata.
Coração pede aconchego, sossego.
Mesmo não querendo
essa dor chega e faz morada.
Saudade vai embora,
me deixa em paz agora!
Vida…. traga meu amor sem demora!