Como surge o amor

Março 28, 2008

COMO SURGE O AMOR
Luz Sampaio

O amor não tem hora pra chegar
não escolhe lugar,nem coração…
surge do nada, de repente …
Como uma música sublime
embala a nossa alma !
Esse mistério quem entende ?
quem pode comprêndê-lo ?
O amor não se procura
ele se manifesta simplesmente …
Pode estar bem próximo
como também estar muito distante …
Sente-se num olhar ,num gesto
ou em palavras ditas ou lidas …
Tornando a vida mais bela
vivificando e iluminando a nossa alma …
Ah ! como é lindo o amar !
quando ele chega pra ficar ….

Poema curto para uma longa noite
Mauro Gouvea

A poesia se escreve na pele
com unhas e dentes,
com as línguas ardentes,
explorando de baixo para cima
procurando a melhor rima

Harmonia Resplendente

Março 28, 2008

Harmonia resplendente
Milamarian

Fiz-me centelha de alegria
nas pautas fui amor-verdade
num todo inteiro sem metade
pois teu afago se fez magia.

À tua flor, tão suave a viagem
no jardim de tanto bem-querer
minha essência, todo meu ser
tu perfumaste como ninguém!

Senti a tua em minha vida
afago de um guerreiro eterno
a colorir as noites e dias!

Na primavera nem se chovia
o outono pronto no inverno…
no amor das almas em simetria.
 

Soneto da vida ou da morte

Março 28, 2008

Soneto da vida ou da morte (depende de ti)
Diego Nyko

Um presente divino de seda mui fina
Por mulher consagrada, tecida e bordada
E no ventre gerada, dos vivos é sina
Sem sentido, vos digo, na falta da amada.

Ao contrário da vida, desgraça de morte
Para longe te quero, Ó corsário malvisto
Entretanto te chamo, que enfrente tal sorte
Sem a amada pra amar, vou contigo Mefisto.

Pois a face da morte eu jamais temerei
Quando deita e adormece em meu peito em apuro
Quando os olhos da amada nos meus repousar

Caso a vida lhe falte, meu amor, eu te juro:
Que vivendo sem ti, morrerei pra te amar
E morrendo contigo, eu porém viverei.

Mais perto de mim

Março 28, 2008

Mais perto de mim
André Luis Aquino

Acordei sentindo-me pleno, apesar de ter sangrado a noite toda em sonhos. Adormeci com uma canção nos lábios e com os olhos feridos. Quando despertei me senti renovado, pois de tanta areia que é feita esse deserto em que me quedo, com um pouco de mim ele agora é arranjado, os grãos de sua areia tem penetrado em minha pele e o pó dos meus despedaços faz parte de sua configuração. Porque o sol deste lugar tem me debulhado as vontades e depurado meus sonhos. A minha fé tem me coroado, mas o meu desespero tem me crucificado.
Então pela manhã segui meu caminho agreste, ao invés de seguir para o escritório fui na direção contrária, dei uma desculpa qualquer, nem me lembro o que disse.Tomado pela sanha que me faz caminhar na beira dos abismos ouvi um chamado.E envolvido por essa voz cheguei a tentar conter meus passos, e se acaso fosse a morte me atraindo pra uma de suas armadilhas? No deserto, nessa quarentena, ao mesmo tempo que o rigor deste lugar contribui para a transformação ele também poderá ser usado para a minha poda.
O caminho através do deserto foi feito para que aprendesse na carne as minhas verdades e as minhas limitações, não vim pra ele pra ficar longe das relações humanas, pra fugir das pessoas, vim pra ficar mais dentro de mim…

De amores e saudades

Março 28, 2008

De amores e saudades
Fernanda Guimarães

Que face tem o tempo
Neste átimo de segundo
Quando alinho meu pensar ao teu?
Que linguagem é falada
Entre os ponteiros do relógio
Que me entreolham em esperas?
Enquanto passam todas as horas
Neste instante de tua ausência
Engano-me e finge o tempo
Embaciando o pretérito presente
Marca meu álibi para o existir
Como se possível fosse medir
O tempo prometido ou adiado
Talvez haja uma outra dimensão
Um lugar por ainda alcançar
Para além das nuvens, um sol
Onde a luz refulge, redimindo-nos
Quando a esperança me pede deserção
Fujo para o caminho da saudade
Onde me guardam os teus olhos

Se fores minha…sou teu

Março 28, 2008

SE FORES MINHA…SOU TEU
Jorge Linhaça

Na ilha das maravilhas

o amor aconteceu

vi-te chegar ó rainha:

rainha dos olhos meus

Chegaste já à noitinha,

e minha paixão acendeu

Ó minha fada marinha

poema feito por Deus.

Cola tua boca na minha

aninha teus lábios nos meus

Meu Deus, que boca macia!

Se fores minha… sou teu…

Vou em ti acorrentado

qual moderno Prometeu

dos nossos  beijos  trocados

até a lua s’escondeu.

Reneg’aos meus pecados

pela luz dos olhos teus

teu corpo abençoado

tanto prazer já me deu.

Cola tua boca na minha

aninha teus lábios nos meus

Meu Deus, que boca macia!

Se fores minha… sou teu…

Pego raios emprestados,

tomados nas mãos de Zeus

pra fazer ilumindado

nosso amor em apogeu.

A Netuno um recado,

pelos peixes, todos seus:

Não fiques encuiumado,

meu amor apareceu.

Cola tua boca na minha

aninha teus lábios nos meus

Meu Deus, que boca macia!

Se fores minha…sou teu

Afrodite se espanta

dos encantos que são teus,

mas sabe, não adianta,

agora o amor floresceu.

Reguemos a nossa planta

peçamos bençãos a Deus,

quando a paixão se agiganta

somos um só, tu e eu.

Cola tua boca na minha

aninha teus lábios nos meus

Meu Deus, que boca macia!

Se fores minha…sou teu…

Uma Palavra

Março 28, 2008

Uma Palavra
ABittar

Palavra
Às vezes
Uma palavra
Basta
Pra mudar
Nosso humor
Uma palavra
Nos faz sorrir
Uma palavra
Nos faz chorar
Uma palavra
Nos liga
Uma palavra
Nos separa
Que força
Tem uma palavra
Uma simples palavra
Obrigado,
Por ter me ensinado
A dizer
Obrigado
Outras aprendi ouvindo
Com licença
Por favor,
Não tem de que
Às ordens
Parabéns
Saúde
Amor

A Insignificância do Homem
Glauco de Arruda Barlebem
 
Vamos refletir e conversar um pouco sobre a Terra, nosso querido planeta-natal, sobre nós mesmos, pobres seres humanos e sobre a existência.
Obviamente não pretendemos desenvolver uma tese sobre o tema “existência”, nossa intenção consiste, apenas, em um breve passeio filosófico.
Se considerarmos as dimensões de nosso sistema solar, de nossa galáxia e do conjunto de galáxias, que estão contidas no universo, concluiremos, que a Terra tem dimensões, em relação ao todo, proporcionais às de um elétron, em relação à nossa capacidade visual, quer dizer, em relação a nós.
Agora, imagine seres tão minúsculos, mas tão ínfimos, que vivessem na superfície de um elétron. Pois é, esse é o tamanho do homem, em relação ao universo, ao todo.
Então, por que nos aventuramos em dizer que somos seres superiores? Por que nos colocamos no centro de todas as coisas, ou pior, nos posicionamos fora da natureza, fora do universo e passamos a observá-lo, estudá-lo, transformá-lo, destrui-lo?
Nós somos muito menores e muito mais desimportantes do que imaginamos, ou melhor, do que gostaríamos. Essa é que é a verdade.
No entanto, nos atrevemos, ao longo da história de nossa existência, até, a criar deuses, à nossa  imagem e semelhança, antropomorfizados. E como se não bastasse, ainda inventamos histórias e conceitos para esses deuses, baseados em nossos próprios conceitos de bem e de mal. Aliás, essa história maniqueista de bem e mal, herói e bandido é conversa pra uma outra hora.
Quer mais, sobre a soberba do homo sapiens (sapiens?)?
Criamos deuses, para nos servir: “Meus deuses, me protejam!” ou “Meus deuses, iluminem meu caminho!” e por aí afora.
Sabe qual o problema, caro leitor? Admitir que a responsabilidade pelas conseqüências de nossos atos é unicamente nossa, inclusive quando as estruturas sócio-econômicas que criamos estrangulam as possibilidades de felicidade daqueles menos adaptados ao contexto dos dominadores e eles se tarnsformam nos marginais, nos conteúdos dos fracos rotulados com  “PÁRIAS DA SOCIEDADE”.
Não questiono a existência de uma consciência superior absoluta ou Deus, para os que preferirem chamar assim, porém, permito-me refletir sobre como o ser humano usa os deuses, que ele mesmo criou, para servi-lo, quando as conseqüências materiais de seus atos fogem do controle (“Meu Deus, me ajude!”).
Então, amigo leitor, concluo que a humildade de reconhecer-se insignificante diante da existência e parte componente da natureza, do universo, talvez seja o primeiro passo, para a busca da compreensão de nossa presença por estas paragens terráqueas.

A vida espera por nós

Março 28, 2008

A VIDA ESPERA POR NÓS
(a Nanci Laurino)
Jorge Humberto
 
 
 
Acaso, amor, nossas vidas, já vivemos,
Enaltecendo-a e a nós, co nosso amor,
Pra que dela contritos a consideremos,
Sem ao menos tecer-lhe grande louvor.
 
A teu lado, sempre estarei, o sabemos,
Não tenhas, por isso, qualquer estertor,
Sejamos um e o outro, o que devemos,
Resplandecendo e amando com fervor.
 
Para o bem e para o mal estarei contigo,
Pois que disso, nunca duvides, jamais…
Que o que for teu, na alma, será comigo.
 
E se agora temes, pela injustiça da vida,
Segurar-te-ei nas mãos, em sonoros ais,
Que tua alma liberta, jovem, perseguida.

Dádiva da Vida

Março 28, 2008

DÁDIVA DA VIDA
Nanci Laurino

A Vida é dávida

Bebezinho chega ao mundo!

 sem nada conhecer,

como uma folha em branco

sua história vai tecer!

Dependente da mãezinha

que aos seu braços o acolhe,

Cuida como tesouro,

Amado filho é!

Bebezinho ainda sem entendimento

Apenas olhar atento,

pedindo toque de amor!

Chegou ao mundo que nada entende

Tão dependente desse amor agora é…

Olhinhos vidrados

na mãezinha que o cuida

Confia seu corpinho, nela aninhado,

Banhando pele macia,

e quanto amor ali depositado!

Viagem ao fim do mundo

Março 28, 2008

VIAGEM AO FIM DO MUNDO
Sergio Barbosa
 

Há um céu azul me esperando lá fora,

Um sol brilhante e pungente,

Nesse dia que começou frio,

Como às vezes é essa gente.

Uma gente como em todo o mundo

Querendo somente ser feliz.

Vivo a solidão de não estar sozinho,

O amor de longe me alcança,

Enlaça-me, consola-me, distancia-me,

Feliz de mim que tenho muitos amores.

Amor pai,

Amor filho,

Amor homem e mulher,

Amor amigo,

Amor família,

Amor país, amor raiz.

Não são amores quaisquer.

Aqui, na minha solidão

Que a distância sentencia

Calo-me em meu silêncio externo

E torno-me um estrondoso grito

De dentro do peito mudo

Que só eu posso ouvir.

Sim, estou no fim do mundo.

Na cidade da estrela solitária,

Cidade dos ventos e dos foguetes,

Meio autônoma, meio dependente,

Meio fria, às vezes quente,

Pois é ardorosa, em constante passagem.

Como age a sua gente?

Que língua eles falam?

O que move essa loucura aparente?

Essa fome, essa sede que exalam?

Essa paz que a gente sente. Como pode?

Como conseguem fazer com que o mundo pareça um brinquedo?

Nada lá fora existe. É cinema, Hollywood!

Filmes que inventam de guerras e fomes.

Aqui não! 
 
Não somos o mundo do medo,

Somos o fim do mundo,

Mas isso é segredo!

Vivo aqui meu amor ausente,

Minha saudade latente,

Meu refúgio sofisticado e moderno.

Ando de terno e gravata,

Falo uma língua insuspeita, exata. 

Vivo sorrindo e chorando,

Calado e cantando,

Ilhado em mim.

Sim, viajo pelo fim do mundo,

Um lugar bem longe,

Um lugar bonito,

Um lugar de sombras compridas

De luas tímidas e enfumaçadas.

Um lugar de cores despertas,

De tristezas incertas,

De certas esperanças

Escondidas numa imensa dor.

Perfeito para a solidão

De quem precisa chorar de amor.

Te quero

Março 26, 2008

Te quero
Guida Linhares

E por que te quero espero
e porque espero me acalmo
quando voce diz com esmero
em teu doce corpo me espalmo

E na volúpia dos teus beijos
percorrendo a minha boca
mais aumentam meus desejos
me deixando muito louca

Na distância o sofrimento
de não poder estar tão junto
faz do amor tenaz lamento

Na busca deste amor perdido
encontrei no caminhar ao léo
a miragem do sonho refletido

Esse amor

Março 26, 2008

Esse amor
Milene Gonçalves

Esse amor é assim antes de tudo livre
Sem cerca, sem muro, sem limite
Sem medo, sem ciúme, sem sofrimento
Esse amor e assim puro na essência
E grande, forte e intenso
Constante, insistente
Esse amor é assim meio dia de Sol bem quente
Meia-noite de Lua bem cheia
É prado florido na primavera e praia deserta no inverno
Esse amor é assim…
Um pouco ficção, um pouco romance
Meio novela
Esse amor é tudo
É mudo
É fato
Esse amor é assim
Semente que germina, planta que cresce, floresce
Folhas que caem, sementes que voltam ao chão e tudo de novo
Esse amor é assim no meu coração.

O Réquiem de uma Raça

Março 26, 2008

O RÉQUIEM DE UMA RAÇA
Jorge Linhaça

Flauteias, ó índio, em solidão obscura,
as notas viajam entre mundos vizinhos
réquiem dos espíritos que jazem sozinhos
remanescentes da extinção prematura

Melodia nostálgica de um pretérito
perfeito ou imperfeito modo de vida
nas brumas do tempo a cultura esquecida
relegada à sombra de um mundo decrépito

Quem sabe nos campos sagrados de Manitu
em meio aos bisões, cavalgando mustangues,
ainda encontres a herança desse teu sangue.

Fluindo no peito dos que foram, como tu,
destituídos das terras dos seus ancestrais,
e que hoje cavalgam em campos celestiais

PRELÚDIO AO GIGANTE ADORMECIDO
(Monte Fuji-san)
Milamarian

Tua maciez, quisera eu
sentir na essência perfumosa
do teu solo, da flor vistosa
a te estreitar qual um camafeu.

Volver com tanto amor que tenho
e de sedas à tu’alva pele nua
cobrir em gratidão à luz da lua
prenda que és, recanto ameno!

Gorjeia a ti o rouxinol singelo
na aurora, sobe o sol criador
sulca todo meu ser e encastelo,

este verso pleno e o murmúrio
da minh’alma repleta de amor
por ti senhor deste prelúdio.

Esperança de um amor

Março 26, 2008

Esperança de um amor
André Rio

Um dia aqui cheguei.
Sozinho, parei e respirei.
Estava aliviado da passada dor,
causada por incompreendido amor.

Agora sozinho, em oração
escrevendo, lendo, sonhando,
esperando, rezando, rimando,
pinto uma futura, nova, paixão.

Quando chegará, não sei;
Se chegará, até arrisco, acredito,
mas em acontecendo a receberei
com carinho neste encontro bendito.

Querida, minha futura amada,
no sonho já foste esculpida,
desejada, por mim adorada
e na esperança, por fim, depositada.

Cantos e encantos

Março 26, 2008

CANTOS E ENCANTOS
Antonio Hugo

Cantos e encantos na floresta
Todos mostram os seus talentos,
Dos galhos que dão os frutos
As folhas que aparam o vento.

Pedras que descem as ladeiras
Folhas que respiram o orvalho,
Há frutos que dão na madeira
Há frutos que dão nos galhos.

Vegetais que trazem a cura
Frutos que todos alimentam,
Sementes pra vidas futuras…
Galhos que o vento as arrebentam.

Cascatas que enfeitam as pedras
Lagoas que as abraçam…
Furam lajedos nas quedas
Cipós que as árvores enlaçam.

São criaturas de Deus…
Que as fez pra serem preservadas,
Que um dia dirão adeus…
Se não forem bem cuidadas!

Pra falar a verdade…

Março 26, 2008

Pra falar a verdade …
Roberto F Storti

Estou sem teto, sem piso, sem parede, a única coisa que me mantem sóbrio, lúcido é a certeza que você existe.
Mesmo longe na maioria das vezes, sem falar uma só palavra, mas ver o brilho do seu olhar, o seu sorriso que me encanta, já basta para alimentar meu momento.
A candura de teu sono, de olhos fechados,sonhando, tendo o merecido descanso, me deixa por demais feliz, por saber que respiras, e que amanhã será um novo dia, um novo momento, onde as esperanças de uma vida melhor renascem e me dá a certeza que dias melhores virão.
Tudo o que passamos no dia a dia, as angustias, as privações, os desencontros, as palavras que não foram ditas, esclarecendo muitas coisas, e a certeza no amanhã, mesmo que ainda muito longe de acontecer.
Não perco jamais a esperança, de tudo que me foi tirado pelo tempo, pelo homem, eu tenha novamente a certeza que fui sempre pelo caminho certo, embora, alguns tombos eu levei.
Certo de que cada vez mais a fé que habita em mim, me traz no dia a dia, a esperança de um mundo melhor, e que eu possa traduzir não só em palavras, mas em atitudes, que comprovem o quanto te amo

Amor que agora parte

Março 26, 2008

AMOR QUE AGORA PARTE
Nanci Laurino

Do amor que hoje parte,

Levo apenas as saudades,

De momentos bons juntos vividos…

Dos piores momentos,

entrego ao esquecimento,

Pois será ele meu fiel companheiro,

Já que a lembrança forte baterá

E não a deixarei fazer morada!

Sigo na certeza de ter amor grande vivido,

E de tudo feito para ser correspondido.

Mas amores são assim…

Nos levam ao êxtase do encantamento,

E nos afundam na escuridão do isolamento.