A alegria da música
Fevereiro 29, 2008
A alegria da música
Luz Sampaio
Nas ondas da música sublime
que verte do céu em harmonia
a alma se envolve em júbilo
nutrindo o ser de alegria…
É a nobre música clássica,
a arte e a virtude sonora
transportando o ser espiritual
além do vasto horizonte…
Bach, Mozart, Beethoven
Vivaldi, Chopin, Brahms…
sonoras ternuras em sinfonia
tocando a alma com o belo!
E neste céu de abrigo repousante
a alegria da música invade o espaço
formando arco-íris de sons,
longe levando todo cansaço…
E no remanso das cores sonoras,
bordando sonhos em brancas nuvens,
colhendo flores coloridas na paz,
em tons de alegria, nasce mais uma poesia.
Madressilva
Fevereiro 29, 2008
MADRESSILVA
Rivadávia Leite
Madressilvas floridas, que fascínio de olores!
Inspiração dos deuses, razão deste madrigal,
Gáudio da Natureza, tributo do belo às flores,
Exaltação honorífica da felicidade em festival.
Quão virtuosa és com teu desvelo a esparzir!
Na tonalidade branca, a mais linda a fulgurar,
Dentre pares floríferos, ressaltas-te no fulgir,
Com tua fragrância deífica o mundo a adorar.
Com teus ramos de trepadeira fazes-te surgir,
As flores em multímodas cores a ornamentar,
Rutila à vida o teu mais envolvente persuadir,
Querendo ao homem os prazeres oferendar.
Êxtase olente de florais que pus em anteferir,
Madressilva, meu encanto, quero-te exaltar!
Rastros de Poesia…
Fevereiro 27, 2008
Rastros de Poesia …
Maria Thereza Neves
Ralos pingos de chuva suave
entre eles a noite começa a cair
soltando minhas fantasias
sonhos dispersos a correr sem freios …
Vestígios ainda encontro
de te a mim cativo
pegadas leves chegando
com braços largos
a cobrir-me os ombros.
O tédio se espanta, foge
não sabe mais onde mora .
Murmura o vento confuso entre frestas
na calma que aparece nas sombras
nos rastros de poesias nossas
espalhadas pelo chão….
Renascer
Fevereiro 27, 2008
RENASCER
Jorge Linhaça
São poucas horas de vida
deste infante ano de 2007
por enquanto tão serelepe
como as esperanças sentidas
São tantos planos e sonhos,
tantas e novas resoluções
contidas em cada coração,
tantos desejos tão risonhos…
A paz é a palavra da vez,
amor e prosperidade a seguir,
saúde para dar e vender
bençãos do céu a efluir,
quem sabe este ano, talvez,
venhamos tudo isso conseguir
Ai quem me dera
Fevereiro 27, 2008
Ai quem me dera…
Guida Linhares
Ai quem me dera
recolher estrelas
colocar ao colo
e sorrir ao vê-las
Ai quem me dera
passear nos campos
recolher as flores
ver mil pirilampos
Ai quem me dera
ter varinha mágica
evitar que a vida
não termine trágica
Ai quem me dera
ver notícias boas
que a felicidade
chega nas pessoas
Ai quem me dera
que todos vivessem
com tranquilidade
e sonhar pudessem
Ai quem me dera
que todos os sonhos
não fossem só quimeras
em carrossel tristonho
Ai quem me dera
que toda criança
recebesse o tudo
além da esperança
Ai quem me dera
o amor vicejando
em todas os lares
famílias se amando
Ai quem me dera
não ver nas ruas
molambos ambulantes
com suas almas nuas
Ai quem me dera
não sentir tristeza
a cada dia que passa
ao ver tanta baixeza
Ai quem me dera
que as consciências
despertassem o homem
de suas inconsequências
Ai quem me dera
que este tempo e espaço
não fosse só uma escola
pra acertar o passo
Ai quem me dera
não fosse utopia
que a paz reinasse,
no mundo em harmonia
Ai quem me dera
recolher estrelas
colocar ao colo
e sorrir ao vê-las
Grão de Pólen
Fevereiro 27, 2008
GRÃO DE PÓLEN
Milamarian
Qual fina areia purpurinando lençóis
num sobrevôo aos riachos e colinas
a flor dentre tantas a mais divina
alcançara, formando apenas caracóis!
Dois anéis dourados sem paralelas
duas argolas só em amor curvadas
a prata da lua que nas madrugadas
em uma só curva beijava a aquarela.
Vermelho intenso do solo e da terra
azul celeste do mar e do firmamento
se mesclaram entre brumas e serras,
e a alva pétala incensando o jasmim
na rósea corola que balouça ao vento
formam a flor perene no jardim.
Japão em 07 de julho de 2007
Jorge & Nanci
Fevereiro 27, 2008
JORGE & NANCI
Jorge Humberto
Quando precisares de mim, chama pelo meu nome,
Que eu virei de seguida, para te confortar e ouvir-te.
Me dirás de tuas razões, antes que o medo te tome,
Prometo amparar-te e nunca por nunca, desiludir-te.
Escutar-te-ei e não deixarei que nada nos incomode,
Apenas rogo e no silêncio secreto irei então pedir-te,
Que aquele teu sonho, tão rebelde, não se conforme
Com o juízo dos homens, quando tentam diminuir-te.
Seremos uma, a mesma pessoa, o poeta sem algoz,
E tu a minha Musa encantada, que a todos só cativa
E faz com que este mundo pareça tudo menos atroz.
Muitas alegrias viveremos juntos, neste amor só tão
Nosso, és aquela que, querendo ou não, me motiva
A ser quem sou, bom homem, de um único coração.
Anjo adormecido
Fevereiro 27, 2008
ANJO ADORMECIDO
Míriam Torres
Você se tornou minha realidade
e hoje é meu forte abraço
na eternidade de meus sonhos
em meu mundo
presente desejei você
perdida entre lágrimas
que por hora derramava
no desespero da insegurança
e no silêncio da tristeza
contigo ao meu lado
hoje sou felicidade
dessa loucura que foi meu passado tristonho
nem a lembrança restou
hoje trago na minha, a sua mão
que no desfecho dessa história
me aquece e me mantêm…
e quando estamos juntos
depois do nosso amor
sentindo o suave
perfume de seu corpo
e ouvindo as batidas ainda aceleradas de seu coração
sinto o doce mel de seus lábios
mas deixo prevalecer o silêncio
adormecendo na linda imagem
de seu rosto
de anjo adormecido.
Visões
Fevereiro 27, 2008
Visões
Iracema Zanetti
Perco-me em distantes vales verdejantes
Ou sinto-me nas profundezas do inferno
Anjos irreverentes a mim se enlaçam
Conduzindo-me a vôos alegres e rasantes…!
Em seguida viajo em vertiginosa ascensão
Ao paraíso
De repente meu rosto transforma-se
Em sombria máscara de cera contorcida
E sou lançada à escuridão de um grande abismo!
Quem me atirou à profundeza tão temível
Abro os olhos
Vejo-me só
Sinto medo!
Onde os anjos de folguedos
Que se diziam meus companheiros
Sinto frio sinto terror
Não percebo a presença de seres vivos
Ao meu redor!
Sou a única vivente num inferno desconhecido
No vácuo total no nada
Mil vezes preferível o fogo tão temido
A queimar-me as entranhas
Que o nada,da escuridão e do vácuo
Total do mundo…!
O Prisioneiro
Fevereiro 27, 2008
O PRISIONEIRO!
José Geraldo Martinez
Mais um bando de aves que passam
sobre o céu do entardecer.
Dias e dias assim…
Voam livres sobre mim,
nesta cela, em triste padecer!
Aqui as paredes pichadas
com minhas malfadadas ilusões…
E as horas parecem paradas,
a escutarem meus palavrões!
Pelas noites vejo as estrelas,
sobre os altos muros por mim levantados…
Do outro lado as ruas abrigam
os segredos dos namorados!
Um rio corre e, certamente,
suas águas
por baixo de quantas pontes passaram!
Relógio do tempo, seguem elas,
não voltam às nascentes que ficaram!
Da mesma forma as primaveras…
As flores que nos campos murcharam,
as moças que esperavam por mim,
por certo, até se casaram!
Os amigos que não fiz…
Por certo algum seria companheiro!
E, nesta hora, receberia meu pranto
em seu ombro hospedeiro!
Condenei-me aqui:
minúsculas quatro paredes…
Em projetos que me tomam o tempo,
este que corre e tem sede!
Por certo teria filhos…
Algum deles estaria me perguntando:
- Pai, para onde iremos?
As férias de julho estão chegando!
Alguma sombra estará perdida
à margem de uma longa estrada…
Um riacho deverá cantar em muitos lugares,
que nunca viram minhas pegadas!
Mais um bando de aves que passam
sobre o céu do entardecer!
A cada minuto morre alguém de fome…
Indigente, sem nome!
A cada hora morre alguém por infortúnio!
Morre-se de solidão…
Condenados pelo trabalho!
Dinheiro maldito, peste macabra!
No ter, sentenciou-se culpado!
Cumpre pena, é condenado,
fugaz ilusão…
Onde tudo acaba!
Enquanto passa, além janela,
mais um dia e
canta feliz a cotovia,
despenca a cascata em qualquer serra e
brotam as sementes na terra!
A vida ignora aquele que se fez
aprisionar!
É ela para os eternos meninos de alma…
Ricos na essência
que, no ser, criam asas para voar!
Origens
Fevereiro 27, 2008
ORIGENS
Poeta Londrino
Criei-me a falha prosseguindo uma vertigem,
agora, ausente, eu me faço coragem,
mesclo a injustiça nessa abordagem
e ignoro tudo o que ainda me dizem
se timorato, talvez eu ceda ao teu cenho,
e nunca mais podes pegar dessas mãos
como se imaginasses o engano e a razão…
livre e acabado está o teu desenho
quisesses explanar-me dessas origens
onde mergulhei em alucinado epicentro,
mas as tuas palavras plagiam desalento
e trazem mímicas soltas na fuligem
pode não ser este canto uma despedida,
pode ser a esperança que antevias
ou ainda ventos e precipitações vazias…
e eis mais nada nessa hora desabrida
Liberdade em amar
Fevereiro 27, 2008
LIBERDADE EM AMAR
Nanci Laurino
Ahh…liberdade em poder te amar!
Clamar alto seu nome,
sem nada temer,
sem nada esconder…
Ahhh… amada liberdade!!
Que inspira ao amor maior,
inspira ao sonho….
Quero mais te amar,
Sem nada temer!
Amor liberto,
Cativo no peito,
Já é todo seu!
Amor eleito!
Lembro de um tempo
Fevereiro 27, 2008
Doce Morango
Fevereiro 25, 2008
DOCE MORANGO
Guida Linhares
Vinha cansada da vida,
de tudo quanto me rodeava.
Queria me esconder em algum canto,
não ver mais nada nem sonhar.
Chegaste como quem nada quer,
e trazias um doce morango
que recebi com um prazer
indescritível.
E foram dias e dias
de intensa prosa e alegria.
Parecia que um túnel
havia se aberto e a luz
penetrava toda a atmosfera
desenrolando sonhares
ativando a imaginação
e mil sensações
percorriam o nosso coração.
Foram tempos curtos,
porém memoráveis!
Mas de repente,
nos desentendemos…
e depois de novo..
e mais uma vez!
Agora estamos
no mais completo silêncio.
Não haverão mais passos,
a serem dados
um na direção do outro.
Vou indo
cansada da vida
de tudo quanto me rodeia.
Quero me esconder em algum canto
não ver mais nada nem sonhar,
com doces morangos
enfeitiçando
alma
corpo
coração!
Simples Visão Sobre o Amor
Fevereiro 25, 2008
Simples Visão Sobre o Amor
Ane Franco
O amor tem suas faces
Na estória com certeza
Tem um lado escuro e forte
E outro de extrema beleza
Quem sentiu a chuva fria
Madrugadas e ventanias
Sabe que o amor aquece
Até a alma mais fria
Sentimentos inconstante
Sobrepõe de ilusão
Mas o amor verdaeiro
Compreende o coração
Quem amou, não foi amado
Sai vencido e derrotado
Joga o jogo do desejo
De aventuras marcado
O amor não escolhe hora
Nem caminhos pra trilhar
Mas o amor verdadeiro
Sabe onde deve pousar
No seu ninho tem magia
Sabe ouvir, sabe calar
Sabe sorrir com ternura
E chorar se precisar
São tantos adjetivos
Qualidades de emoção
Quem ama se doa inteiro
Sem perguntar pra razão
No silêncio
Fevereiro 25, 2008
NO SILÊNCIO
Milamarian
Baila ante nós o esplendor da aurora
intensos reflexos das alvas grinaldas
quando ao sabor de ondas tão altas
deslizo em ti senhor… sou tua senhora!
Em pétalas e incenso de rendas ao sol
navegantes da paz em amenos semblantes
refletindo nas águas pequenos brilhantes
e coloridos cristais a cada novo arrebol.
Somos o aceno às brumas dissipadas
rompendo num mergulho a distância
seguros pelos laços de toda alvorada,
em respingos às areias em gotas de dulçor
na nudez de nossas almas em consonância
ao silêncio do mar junto à enseada em amor.
Distância
Fevereiro 25, 2008
Distância
Tonho França
Nunca estou longe
nem perto o bastante
apenas à flor da pele, como tatuagem
com a roupa meio amassada,
a expressão franzida,
como se chegasse de viagem…
Nunca estou longe
nem perto o bastante
a ponto de te ferir
ou de te beijar
a ponto de te agredir
ou de te acariciar…
mas estou nos pensamentos
nos delírios….nos ventos
em versos quebrados e antigos
que não me transportam a lugar algum.
Minha Prenda
Fevereiro 25, 2008
Minha Prenda
Jorge Linhaça
Lá pras bandas de Porto Alegre
encontrei uma prenda hermosa
lábios macios como as rosas
que minha boca inda persegue.
Olhos profundos e amendoados
de um brilho terno e encantador
como o luar em todo seu explendor
que me deixaram enfeitiçado
Pele macia como a seda da china
cabelos belos como finas rendas
e ainda possui essa bela prenda
um sorriso lindo de mulher menina.
Seu corpo é o sacrossanto leito
onde repousa o guerreiro voraz
e que tantas alegrias nos traz
quando ao seu lado me deito.
Bela prenda de minha saudade
quem me dera eu poder estar
teus lábios doces agora à beijar
fazer deste sonho…realidade.
Sua Excelência a Cigarra
Fevereiro 25, 2008
Sua Excelência a Cigarra
José Alberto Lopes
Cigarra no meu jardim,
que canta desde o arrebol,
pousa e abre o teu fole,
na copa do girassol.
Cigarra que adora o rio
que nasceu lá em janeiro,
cantando faz-me feliz
vibrando no abieiro.
Cigarra que está no bosque,
cantando no entardecer,
é um misto de Piazzolla,
de Piaf e de Debret.
Cigarra no meu pomar,
que nasceu em fevereiro,
já sobre a fruta-do-conde,
deixa-se ver por inteiro.
Já é meado de março,
seu canto virou lamento,
ao livro retorna triste,
sem vintém, sem documento.
Cigarra do mundo afora,
cigana do eterno canto,
na fábula és mau exemplo,
no verão, és meu encanto!
Soneto de Reflexão
Fevereiro 25, 2008
Soneto de Reflexão
Conceição de Lemos Silva
Pára. Para que correr?
Volta. Busca o teu ser!
Vê a vida , lentamente…
E te sentirás “mais gente”!
Não te assustes com o que vires
Nem com a dor que sentires
Ao te deparares com apenas um “Ter”
Que até hoje só soube sofrer.
Pára. Para que correr?
Respira e passa a viver!
Nesta vida vale a pena parar!…
Não corras! A vida é tão breve…
Sabe disso só quem se atreve
Na correria, “viver devagar”.